Óleo de cachalote


Autor: Desconhecido
Data: S/d
Material: Vidro/cortiça/papel
Dimensões: 22 cm x 5,5 cm
Origem: Foi adquirido através de um protocolo de cedência que se iniciou em 2008, entre os armazéns da Reis & Martins e o Museu da Fábrica da Baleia de Porto Pim
N.º de inventário: MFB.08.0260
Coleção: Reis & Martins, Lda
Acervo: Museu da Fábrica da Baleia de Porto Pim
Obs.: “O óleo de cachalote era o produto principal da indústria baleeira açoriana. Este consistia numa substância líquida, extraída dos tecidos adiposos e dos ossos dos animais, sendo o toucinho o mais importante a nível fabril e económico. O toucinho, só por si, fornecia cerca de dois terços do total do óleo de cada animal, o espermacete, fornecia outro terço do óleo. O espermacete distinguia-se do óleo do corpo, por ser mais grosso, menos fluido, menos transparente e de melhor qualidade. As primeiras explorações do cachalote nos Açores tinham como objetivo extrair óleo para satisfazer as necessidades de iluminação. O óleo de baleia o melhor combustível para as candeias de pavio, e era o iluminante doméstico e público por excelência. No século XIX o óleo do cachalote passou a ter um substituto, o petróleo. A procura do óleo de espermacete viu a sua utilização perder valor com o aparecimento da parafina. Mas, investigações de prospeção química, permitiram descobrir novas utilizações para estes produtos, como por exemplo para a indústria farmacêutica, de perfumaria e cosmética, para a indústria de fabricação de tintas ou como amaciante no fabrico de peles. O espermacete, depois de retificado era ainda fortemente competitivo como lubrificante de maquinaria delicada e científica. Em Portugal, o óleo de cachalote era apenas usado como lubrificante. A exportação era, no entanto, o objetivo principal desta indústria.”
Márcia Pinto e Filipe Porteiro, A baleação no Faial – Fase Industrial 1940 – 1984, 2010, pp. 55
Fotografia da peça de Rodrigo Sá da Bandeira